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24.4.07

TIBETE
LHASA & ARREDORES - 1988


Lhasa, a "Terra de Deus" era, em 1988, uma cidadezinha de acesso difícil. O Tibete encontrava-se, quase sempre, fechado ao turismo, devido aos permanentes confrontos com a autoridade chinesa. Cidadezinha baixa, rodeada de montanhas e pejada de mosteiros opulentos. Atravessa-a um afluente do Yarlung Tsampo, o rio mais elevado do planeta que, ao chegar à Índia, toma o nome de Brahmaputra. De quando em vez, edifícios sombrios, semelhantes a casernas, marcavam a presença colonizadora da China. Já havia bastantes restaurantes explorados por chineses. Mas ainda se viam muitas ruas com casitas tibetanas, caiadas de branco, terraço e escadas laterais. Desde 1988, Lhasa mudou imenso. A invasão de chineses aumentou exponencialmente. O "progresso" foi implantado. Surgiram restaurantes "modernos", boutiques de alta costura, novas praças de gosto duvidoso. Enfim, uma sinização feroz.

Lhasa.

Lhasa.
Lhasa.
Lhasa.
Iaque. Lhasa.
Vendedoras de bandeiras de oração. Lhasa.
Lhasa.
Lhasa.
Rua Barkhor. A Rua Barkhor, que circunda o Mosteiro Jokhang, é o principal circuito de peregrinação do Tibete. Trata-se do coração de Lhasa, a Terra de Deus. Era dos locais mais incríveis do planeta. Um espectáculo permanente de gentes e artefactos: peregrinos de todo o Tibete, com as suas vestimentas peculiares, ali caminhavam, sempre todos no mesmo sentido, o dos ponteiros do relógio. Vendedores de objectos litúrgicos ali colocavam as suas bancadas. Crianças pediam fotos do Dalai Lama. Mulheres vendiam pulseiras e outros enfeites. Um festim para os olhos. Lhasa.

Rua Barkhor. Lhasa.
Rua Barkhor. Lhasa.
Rua Barkhor. Lhasa.
Rua Barkhor. Lhasa.

23.4.07

O MOSTEIRO JOKHANG
O Jokhang, "A Morada do Senhor", foi erguido no séc. VII e está localizado no centro de Lhasa, ocupando uma área de 25 100 metros quadrados. Atisha, o célebre mestre budista ensinou no Jokhang no séc. XI. Além disso, nele se encontra a mais venerada estátua do país, a do Buda Jowo Shakyamuni, o Buda aos 12 anos de idade - 1,5 de altura e incrustada de metais preciosos e jóias. Diz-se que foi oferta da princesa chinesa Wei Chang, uma das esposas do maior dos tsempo (rei) tibetano, Songtsang Gampo. Exibe ainda famosas estátuas do rei e suas duas consortes ( a outra era nepalesa e chamava-se Bhrikuti Devi), de Chenresig (Avalokiteswara), de Maitreya (Champa), de Padmasambava (Guru Rimpoche), de Tzong Khappa, o fundador da seita dos Gelugpa, os Barretes Amarelos... A mais pequena superfície do tecto e das paredes foi decorada com textos sagrados e mantras. É o destino primordial dos peregrinos tibetanos. A entrada está permanentemente apinhada de pessoas a rezar à complicadíssima maneira tibetana: ora de pé, ora de joelhos, ora deitadas no chão. Muitas vêm de regiões remotas e rezaram dessa forma durante todo o caminho.



Dois tibetanos da província frente à praça onde se situa o Mosteiro Jokhang.
O Mosteiro Jokhang, Lhasa.
O Mosteiro Jokhang e praça fronteira. Lhasa.
O Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Frente ao Mosteiro Jokhang, Lhasa.
O Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Poste com bandeiras de oração frente ao Mosteiro Jokhang, Lhasa.

Músicos em frente ao Mosteiro Jokhang, Lhasa.

Entrada do Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Peregrinos rezando à entrada do Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Peregrinos rezando à entrada do Mosteiro Jokhang. Lhasa.
Peregrinos rezando à entrada do Mosteiro Jokhang, vistos do cimo deste. Lhasa.
O Palácio Potala visto do topo do Mosteiro Jokhang. Lhasa.
A Roda do Dharma (dharmacharka) - simboliza a roda da lei budista, o ciclo incessante de mortes e renascimentos. Os veados são uma referência ao primeiro ensinamento de Buda Sakyamuni, também conhecido por Darmachakra Parivartan. Diz-se que reinou tal tranquilidade que até os animais vieram escutar Buda. No Tibete, se um mosteiro possui colecções de textos do Kangyur e do Tengyur, caso do Jokhang, terá este símbolo com veados ao lado da Roda do Dharma. Mosteiro Jokhang, Lhasa.

Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Este monge tinha vinte anos. Aprendera inglês sozinho através da rádio. Falava-o fluentemente. Perguntei de onde lhe vinha tamanha força de vontade e respondeu que o fizera para poder contactar com os turistas ocidentais que se deslocavam a Lhasa e contar-lhes todas as atrocidades cometidas apóa a ocupação do Tibete pelo Exército de Libertação chinês. Falou da repressão, dos milhares de mortos, da agonia imposta da sua cultura. Mosteiro Jokhang, Lhasa.

Os telhados também são passagens. Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.
Mosteiro Jokhang, Lhasa.

7.4.07

O Mosteiro Sera, dedicado à seita dos Gelugpa (Barretes Amarelos), situa-se nos arredores de Lhasa, no sopé da montanha Tatipu. Sera significa Rosa Selvagem, porque Tatipu estava coberta de rosasa selvagens floridas quando foi fundado em 1419 por Jamchem Chojey, discípulo de Tzong Khappa, fundador da seita Gelugpa. A sua área é de 114 946 metros quadrados. Entre os seus inúmeros tesouros encontra-se o delicado Gangyur da Tripitaka em tibetano, 105 dos 108 volumes originais. Foram oferta do imperador da China Ming ao fundador do mosteiro, assim como a estátua de Sakyamuni e os dezasseis arhats que a rodeiam.


Mosteiro Sera. Arredores de Lhasa.
Entrada do Mosteiro Sera.
A Roda do Dharma. Significa que existem no mosteiro colecções do Khangyur ou do Tengyur. Mosteiro Sera.

Entrada do Mosteiro Sera.
Velha tibetana com moinho de oração. Mosteiro Sera.
Msoteiro Sera.
Velho lama. Mosteiro Sera.
Mosteiro Sera.