É meu!

É meu!
Pare com o roubo de conteúdo!

30.1.07

O Palácio Potala (A Morada Sagrada de Avalokitesvara) é a jóia do Tibete e um dos prodígios arquitectónicos da Terra. Foi erguido em 631 d.C., a 3700 metros acima do nível do mar, no "Tecto do Mundo". Ocupa uma área de 410 000 metros quadrados, dos quais 130 000 metros quadrados são superfície edificada.
Compõe-se de treze andares (117 metros de altura) construídos com cobre fundido e paredes de placas de granito cuja espessura tem pelo menos cinco metros. Fundem-se nele dois palácios: o palácio branco e o palácio vermelho.
Foi o centro do governo desde o tempo do quinto Dalai-lama. No entanto, o governo chinês transformou-o em museu, como que para lhe sugar o sangue. Alberga inúmeros tesouros, como stupas de Dalai-lamas incrustadas de pedras preciosas ou uma cópia dos 108 volumes do Kangyur (escrituras lamaístas) com letras desenhadas com ouro puro liquefeito.
Alcandora-se na Marpori, a Montanha Vermelha, a base confundindo-se com ela e os telhados dourados faiscando por entre as nuvens. Uma longa escadaria ziguezagueia pela parede fronteiriça acima, dando acesso ao seu interior. São centenas de quartos e labirínticos corredores, todos decorados com um luxo estarrecedor. Transbordam de sedas, esculturas (as do Buda Sakyamuni, de Padmasambhava e de Tzong Khappa contêm impressionantes quantidades de ouro puro), frescos, thangka, altares, instrumentos litúrgicos. Em cada altar, em cada regaço de estátua, está o retrato do Dalai-lama exilado. Tudo isto mergulhado na semi-obscuridade, numa atmosfera sombria de fumo, proveniente das lamparinas de manteiga de iaque. Sentimo-nos verdadeiramente no país do Bardo Todol, por entre aquele que é o povo mais íntimo do Além e do Invisível.


Palácio Potala.

2 comentários:

Valério Guerra disse...

Com a sensibilidade desta exposição fotográfica, fica-me mais nítida a viagem pelos livros de Heinrich Harrer "Sete Anos No Tibete" e "Regresso Ao Tibete".
É outra a imaginação da vida dos monges e de Dalai Lama no Potala, bem como em Lhassa.
É bem mais dorida a ferida que tenho desde a invasão do Tibete pela China.
Muito Obrigado, Okawa Ryuko.

Um abraço querida conterrânea.
Valério Guerra

Okawa Ryuko disse...

Obrigada! O Tibete merecia outra sorte!