É meu!

É meu!
Pare com o roubo de conteúdo!

19.11.06


Este garoto excepcionalmente bonito encontrava-se no topo da Montanha dos Mil Budas, em Jinan, província de Shandong, em Abril de 1990. Fiquei tão espantada com a sua compleição clara, o seu cabelo de um castanho rico e levemente ondulado, que perguntei aos pais, um casal de aspecto muito vulgar, se ele pertencia à etnia Han, como mais de 90% dos chineses, e não a uma das etnias minoritárias. Como qualquer chinês Han, a mãe pareceu ofendida. Claro que era Han!
Decerto orgulhosos daquele cabelo, os pais não o rapavam, como faziam invariavelmente aos filhos rapazes. Este comprimento de cabelo era mais frequente nas meninas, mas as calças do miúdo apresentavam uma fenda entre as pernas, como era costume com as crianças, e toda a gente podia ver que se tratava de um menino. Ele segura na mão uma garrafa de qishuir, gasosa de laranja que, com a Coca-Cola, constituía o refresco mais popular na China de então.

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